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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Pelecaniformes
Família: Ardeidae
 Leach, 1820
Espécie: B. ibis

Nome Científico

Bubulcus ibis
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Cattle Egret


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Garça-vaqueira

A garça-vaqueira trata-se de uma espécie recém-chegada ao continente americano, vinda da África. No continente africano está sempre associada às manadas dos grandes herbívoros, apanhando gafanhotos e outros insetos espantados pelo deslocamento dos animais na savana.

Também conhecida como garça-carrapateira, garça-boiadeira, garça-boieira, cunacoi e cupara.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) bubulcus = vaqueiro; e de ibis = ibis. ⇒ Ibis vaqueiro.

Características

Apresenta um comprimento de 48 a 53 centímetros. Sua envergadura vai de 90 a 96 centímetros, tendo um peso de 300 a 400 gramas. Alcança uma longevidade de 15 anos.
O adulto apresenta dois tipos de plumagem. Na plumagem reprodutiva, pode ser facilmente identificado pela sua coroa, peito e costas de coloração laranja pálido. Quando em plena condição de reprodução, o bico curto torna-se laranja-avermelhado com a ponta amarela, o olho muda de amarelo para avermelhado e as pernas apresentam coloração rosada (embora inicialmente elas possam ser amarelas). Na plumagem não reprodutiva sua plumagem é completamente branca, seu bico curto é amarelo e suas pernas apresentam coloração esverdeada escura. (Vinicombe, 2014).
É um pouco maior do que a garça-branca-pequena, mas se diferencia desta pelo bico amarelo, menor e de formato mais cônico, e pés totalmente escuros. Diferencia-se da garcinha que sempre mantém os pés amarelos em qualquer época do ano ou idade.
Os jovens da espécie também são completamente brancos, mas seu bico é de coloração preta ou preta manchada de amarelo (com lores amarelo pálido). Como consequência da cor de seu bico, o jovem da espécie é bastante confundido com a garça-branca-pequena (Egretta thula). (Vinicombe, 2014).

Sua voz é de coaxos suaves e monossilábicos.

Subespécies

Possui três subespécies:

(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Caça seu alimento longe da água. É uma garça insetívora, principalmente dos insetos espantados pelos pastadores; essa garça tem também uma fonte de alimentação nas moscas do dorso destes animais. Quando o gado está em terreno alagadiço também busca alimentos no solo, até mesmo pequenos anfíbios. Come principalmente insetos, consumindo moscas, grilos, gafanhotos, cigarrinhas das pastagens, carrapatos, libélula, lagartas, besouros etc, movendo-se no solo em bandos intraespecíficos, correndo pelo solo em frentes de varreduras pela vegetação rasteira. Quase sempre é vista acompanhando o gado que está pastando e se movimentando lentamente, o que espanta os insetos, que são prontamente capturados. Segue também tratores e veículos lentos nos campos, com o mesmo objetivo. Adaptou-se para seguir outros animais domésticos, incluindo cavalos, ovelhas, cabras, galinhas e gansos. Alimenta também de moluscos, crustáceos, anfíbios pequenos repteis, cobras, pequenos pássaros e roedores.

Reprodução

Nidifica em colônias mais ou menos numerosas (de dezenas a milhares de indivíduos), por vezes ao lado de outras espécies de garças, biguatinga e savacus, em árvores ou arbustos e bambuzais, próximo de lagos e rios ou em ilhas fluviais e lacustres. A construção do ninho é feita por ambos os progenitores, embora com tarefas distintas. A fêmea encarrega-se da construção propriamente dita, enquanto o macho recolhe o material para a construção. O ninho consiste em uma plataforma de galhos secos. A fêmea deposita 4 ou 5 ovos, que são alternadamente incubados por ambos, num período de 22 a 26 dias. As crias abandonam o ninho ao fim de 30 dias. Pode viver até 15 anos.

Hábitos

Procura alimento, de um modo geral, em espaços secos, campos de cultivo, podendo, no entanto, ser encontrada nas margens de lagos e pântanos. É capaz de subsistir em zonas secas, sem nenhuma água, durante um espaço de tempo relativamente longo.
Frequentemente avistada entre o gado que pasta ou atrás das máquinas agrícolas que lavram a terra.
Seu voo é com batimento lento, poderoso e regular das asas, com o pescoço retraído e as patas projetadas. Ativa e de grande mobilidade. Voa em bandos pouco ordenados.

Distribuição Geográfica

Ocorre em todo o Brasil. Atravessou o Atlântico há pelo menos 100 anos, com registros iniciais na região do Caribe. Espalhou-se rapidamente pelo continente e hoje ocupa todas as áreas abertas onde o gado esteja presente, ajudando a controlar gafanhotos e cigarrinhas nas pastagens. Em 1965 foi registrada pela primeira vez no Brasil, na Ilha de Marajó.
Mais numerosa no Pantanal.

Referências

Galeria de Fotos